Ajude seus pacientes com medo da COVID-19 com estas 10 dicas

Ajude seus pacientes com medo da COVID-19 com estas 10 dicas

julho 27, 2020 0 Por Editor

A pandemia do coronavírus causou uma série de impactos jamais vistos em todo o mundo. Ao longo de 2020, vimos não só a chegada e a proliferação do vírus, mas também o combate intenso à nova doença, a busca por informação e por soluções. Tudo isso, enquanto a COVID-19 segue se espalhando, a corrida por vacinas se intensifica e, no meio disso, os números de mortos pelo mundo não para de crescer.

Para os médicos, a situação é delicada pois, além de se protegerem, os profissionais têm a missão de ainda ajudar a controlar a pandemia como puderem, ao mesmo tempo que informam os pacientes.

O cenário é de facilidade para que se espalhe a desinformação, informações desencontradas e, principalmente, muita insegurança por parte dos pacientes. Cabe então ao profissional de saúde conseguir orientar o seu público não só como responsabilidade enquanto médico. 

Também é possível utilizar desse momento como uma oportunidade para estreitar o laço entre paciente e médico ou consultório. Assim, é possível manter pacientes que confiam no seu trabalho e seguem sendo fiéis ao serviço que você presta.

Para entender melhor o que fazer no momento atual, trazendo informações importantes sobre a pandemia de COVID-19 para os pacientes, veja nosso guia de dicas a seguir. Vamos abordar desde os aspectos mais comuns sobre o cenário atual até as dúvidas mais frequentes que seus pacientes podem estar tendo.

O que é o COVID-19?

Antes de abordar as dicas para médicos e pacientes, vamos recapitular as informações mais importantes sobre a pandemia do coronavírus e o que ela tem causado pelo mundo.

O novo Coronavírus, causador da doença chamada de COVID-19, foi descoberto em 2019 e está ligado à mesma família de vírus que a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) e a alguns tipos de resfriado comum.

Quais são os principais sintomas?

Sintomas respiratórios como febre, tosse, falta de ar e dificuldades respiratórias são os sinais mais comuns da infecção. Como os sintomas são semelhantes aos da gripe ou de um resfriado comum, é necessário fazer um teste para confirmar se alguém contraiu a COVID-19. 

Diante de sintomas, é importante sempre recorrer a órgãos de saúde pública, que vão variar de cidade para cidade. Cada local tem sua própria referência no combate ao coronavírus, com hospitais e centros de saúde, além de canais de informação própria para ajudar a população. Em caso de sintomas, cabe aos pacientes se informarem sobre qual é o caminho ideal para obter mais informações sobre o seu estado de saúde e potencial de testar positivo para COVID-19. 

A infecção pode causar pneumonia, síndrome respiratória aguda grave, insuficiência renal e até morte em casos mais graves. 

Como o vírus COVID-19 se espalha?

A infecção é transmitida através do contato direto com gotículas respiratórias (através da tosse e espirros) de uma pessoa infectada e tocando superfícies contaminadas com o vírus. O vírus pode sobreviver nas superfícies por várias horas, mas desinfetantes simples podem matá-lo, como soluções de álcool e desinfetantes comuns e encontrados em casa como a água sanitária.

Coronavírus e COVID-19: mitos e verdades

Por se tratar de uma nova doença e uma realidade sem precedentes, é possível que os pacientes acabem caindo em armadilhas de desinformação.

O clima frio mata o COVID-19? Os banhos quentes ou o consumo de alho podem impedi-lo de contrair o vírus? Pode ser transmitido através de picadas de mosquito?

Muito se fala, em todo lugar e a todo momento, sobre o contágio, sintomas e várias dicas de prevenção contra o coronavírus. Mas de tudo isso, o que realmente é verdade? E quais são os mitos que o profissional de saúde pode ajudar a derrubar junto aos pacientes?

Antes de mais nada,reforce sempre a necessidade de que o paciente apenas acredite nas informações de fontes oficiais confiáveis. Vale sempre confiar na opinião de profissionais de saúde e de órgãos sanitários. Também vale sugerir que o seu paciente leia o caçador de mitos da OMS para ficar longe de informações enganosas e potencialmente prejudiciais.

Veja agora alguns do principais fatos que derrubam os mitos mais comuns sobre o coronavírus e a COVID-19.

FATO: A doença do coronavírus (COVID-19) é causada por um vírus, NÃO por bactérias

O vírus que causa o COVID-19 está em uma família de vírus chamada Coronaviridae. Antibióticos não funcionam contra vírus.

Algumas pessoas que adoecem com COVID-19 também podem desenvolver uma infecção bacteriana como complicação. Nesse caso, os antibióticos podem ser recomendados por um médico, mas nunca tomados por conta própria.

Atualmente, não existe medicamento licenciado para curar o COVID-19. Se você tiver sintomas, ligue para o seu médico, clínica médica ou para a linha direta da COVID-19 na sua localidade para obter a devida assistência.

MITO: COVID-19 é como a gripe

O SARS-CoV-2, como é chamado o novo coronavírus, causa uma doença que apresenta sintomas semelhantes aos da gripe, como dores, febre e tosse. Da mesma forma, tanto o COVID-19 quanto a gripe podem ser leves, graves ou, em casos específicos, fatais. Ambos também podem levar a pneumonia.

No entanto, o perfil geral do COVID-19 é mais sério. Diferentes países relataram taxas de mortalidade diferentes, e a taxa de mortalidade de casos nos EUA parece estar em torno de 6%, enquanto na China os números apontam algo entre 1% e 3%.

Embora os cientistas ainda estejam calculando a taxa exata de mortalidade, é provável que ela seja muitas vezes maior que a da gripe sazonal, além de espalhar facilmente entre pessoas assintomáticas. 

MITO: O vírus vai morrer mais facilmente quando a temperatura subir

A pandemia chegou ao Brasil durante meses mais frios, entre o outono e o inverno. Porém, ao contrário do que muitos pacientes podem pensar, o clima quente não é menos perigoso durante a pandemia. 

Alguns vírus, como o resfriado e a gripe, se espalham mais facilmente nos meses mais frios, mas isso não significa que eles parem completamente quando as condições se tornam mais amenas.

Atualmente, os cientistas não sabem como as mudanças de temperatura influenciarão o comportamento do SARS-CoV-2.

FATO: A maioria das pessoas que contraem COVID-19 se recupera dele

A maioria das pessoas que são infectadas e contraem COVID-19 apresenta sintomas leves ou moderados e pode se recuperar graças aos cuidados simples de saúde. Se você tiver tosse, febre e dificuldade em respirar, procure atendimento médico com antecedência – ligue primeiro para a unidade de saúde por telefone. Se você tiver febre e mora em uma área com malária ou dengue, procure atendimento médico imediatamente.

FATO: Atualmente, não existem medicamentos licenciados para o tratamento ou prevenção do COVID-19

Enquanto vários estudos com medicamentos estão em andamento, atualmente não há provas de que a hidroxicloroquina ou qualquer outro medicamento possa curar ou prevenir o COVID-19. O uso indevido da hidroxicloroquina, em especial, muito difundido como uma esperança na prevenção do coronavírus, pode causar efeitos colaterais e doenças graves e até levar à morte. A OMS está coordenando esforços para desenvolver e avaliar medicamentos para o tratamento do COVID-19. Por enquanto, o momento é de vigilância e de acompanhamento.

MITO: Entregas vindas da China devem ser evitadas por espalhar coronavírus

Baseando-se em pesquisas anteriores sobre coronavírus semelhantes, incluindo aqueles que causam SARS e MERS e são semelhantes ao SARS-CoV-2, os cientistas acreditam que o vírus não pode sobreviver em cartas ou embalagens por um longo período de tempo.

A explicação dos órgãos de saúde é que devido à baixa capacidade de sobrevivência desses coronavírus nas superfícies, é provável que haja um risco muito baixo de propagação de produtos ou embalagens enviados por um período de dias ou semanas à temperatura ambiente.

FATO: Vacinas contra pneumonia NÃO protegem contra o vírus COVID-19

As vacinas contra pneumonia, como a vacina pneumocócica e a vacina contra o Haemophilus influenza tipo B (Hib), não fornecem proteção contra o novo coronavírus.

O vírus é tão novo e diferente que precisa de sua própria vacina. Os pesquisadores estão tentando desenvolver uma vacina contra o COVID-19, e a OMS está apoiando seus esforços.

Embora essas vacinas não sejam eficazes contra o COVID-19, é altamente recomendável a vacinação contra doenças respiratórias para proteger sua saúde.

10 dicas para se sentir seguro na pandemia

É verdade, e todo médico especialista pode confirmar, que ainda há muito que não se sabe sobre o coronavírus que causa a COVID-19.

Ainda assim, com base no que já foi descoberto até o momento atual da pandemia, algumas dicas vão ajudar bastante na prevenção do vírus.  Você pode reduzir suas chances de ser infectado ou espalhar o COVID-19 tomando algumas precauções simples, que devem ser passadas adiante como fundamentais para informar os seus pacientes:

  1. Limpe suas mãos regularmente e completamente com um esfregão à base de álcool ou lave-as com água e sabão. Para ilustrar para seus pacientes, explique por que cada uma dessas ações, começando pela higienização das mãos, é tão necessária. Nesse caso, é óbvio: lavar as mãos com água e sabão ou usar álcool nas mãos mata vírus que podem estar nas suas mãos.
  1. Mantenha pelo menos 1 metro de distância entre você e os outros. Por quê? Quando alguém tosse, espirra ou fala, pulveriza pequenas gotas líquidas do nariz ou da boca, que podem conter vírus. Se você estiver muito próximo, poderá respirar as gotículas, incluindo o vírus COVID-19, se a pessoa tiver a doença.
  1. Evite aglomerações e faça o possível para não ir a lugares lotados. Por quê? Onde as pessoas se reúnem na multidão, é mais provável que você entre em contato próximo com alguém que tenha o COVID-19 e é mais difícil manter a distância física de pelo menos um metro. Essa dica vale para qualquer tipo de aglomeração, como os eventos que estão cancelados em boa parte do país, mas também é importante exercitar o distanciamento mesmo em lugares abertos, nas ruas e no supermercado. 
  1. Evite tocar nos olhos, nariz e boca. Por que isso é importante? As mãos tocam muitas superfícies expostas ao contágio e, por isso, podem pegar vírus. Uma vez contaminadas, as mãos podem transferir o vírus para os olhos, nariz ou boca, que são as principais vias pelas quais a infecção ocorre. A partir daí, o vírus pode entrar no seu corpo e infectá-lo com a doença.
  1. Certifique-se de que você e as pessoas ao seu redor sigam uma boa higiene respiratória. Isso significa cobrir a boca e o nariz com o cotovelo ou algum tipo de lenço ou tecido dobrado quando tossir ou espirrar. Descarte o tecido usado imediatamente e lave as mãos. Por quê? Como já citamos aqui, gotículas que saem da boca e nariz são responsáveis por vírus. Ao seguir uma boa higiene respiratória, você protege as pessoas ao seu redor contra vírus como resfriado, gripe e COVID-19.

  1. Fique em casa e se isole, mesmo com sintomas menores, como tosse, dor de cabeça, febre leve, até se recuperar. Peça a alguém que lhe traga os suprimentos necessários, sem contato físico. Se precisar sair de casa, use uma máscara para evitar infectar outras pessoas. Por quê? Evitar o contato com outras pessoas os protegerá de possíveis COVID-19 e outros vírus.
  1. Se você tiver febre, tosse e dificuldade em respirar, procure atendimento médico, mas ligue com antecedência, se possível, e siga as instruções da autoridade de saúde local. Por quê? As autoridades nacionais e locais terão as informações mais atualizadas sobre a situação em sua área. Ligar com antecedência permitirá que seu médico o direcione rapidamente para o centro de saúde certo. Isso também irá protegê-lo e ajudar a evitar a propagação de vírus e outras infecções.
  1. Mantenha-se atualizado sobre as informações mais recentes de fontes confiáveis, como a OMS ou suas autoridades de saúde locais e nacionais. Por quê? As autoridades locais e nacionais estão em melhor posição para aconselhar sobre o que as pessoas na sua área devem fazer para se proteger. O momento atual é delicado pois ainda não se sabe tudo sobre o vírus e a doença causada por ele.
  1. É muito comum que o álcool gel seja o item mais facilmente associado à prevenção do coronavírus na higiene pessoal. Porém, caso não tenha uma solução de álcool com você a todo momento, nem tudo está perdido. É importante que os pacientes saibam também que lavar as mãos com água e sabão também é eficaz contra o COVID-19.
  1. Mesmo que por um período de tempo limitado, o vírus pode sobreviver em superfícies e objetos diversos. Por isso, higienize suas compras, alimentos e as encomendas que chegam até a sua casa. Além disso, fique atento à higienização de superfícies que sejam de contato compartilhado por outras pessoas, como corrimões e maçanetas. 

Aprendizados que podem ser tirados da pandemia

Como já citamos aqui, a situação atual da pandemia não tem precedentes na nossa história recente. Há muito não precisávamos lidar com tamanha dificuldade de saúde pública em nível mundial, e o impacto disso é gigantesco, como é de se esperar.

Ainda assim, tanto a sociedade como um todo quanto os profissionais de saúde, podem tirar aprendizados importantes de toda essa situação.

É verdade que o preço a pagar é alto, mas também conseguimos destacar algumas oportunidades que surgem diante do momento atual. 

Retomando o assunto principal deste artigo, a pandemia pode deixar um aprendizado importante no que diz respeito ao atendimento do profissional de saúde e a relação com os pacientes.

A COVID-19 e a pandemia global podem aproximar pacientes dos médicos, clínicas e consultórios, na busca por informações e por um guia confiável de como se proteger nesse momento. 

Diante disso, reforce na sua clínica médica a importância de atender bem, com cuidado, responsabilidade e confiabilidade os seus pacientes. 

A relação entre o médico e seu público é apenas um ponto que pode ficar como aprendizado pós-pandemia. Além disso, clínicas e consultórios devem se adaptar à nova normalidade em vários aspectos: desde o espaço físico, respeitando o distanciamento entre pacientes, até práticas de higiene, de organização da recepção e da gestão médica.

Além de tudo isso, a pandemia e as práticas de isolamento social para evitar o contágio também têm impulsionado a prática da telemedicina e até o aprendizado de medicina à distância.

Enquanto continua a recomendação de isolamento social, o tempo dos médicos e dos pacientes pode ser otimizado para que continuemos com o máximo de normalidade no trabalho e na vida pessoal.

O mesmo serve para a educação. Por meio da medicina à distância, é possível consultar pacientes, passar receitas médicas digitais mas também estudar e se capacitar na área da saúde.

Agora, como parte dos aprendizados da pandemia do coronavírus, o ensino à distância vira uma oportunidade ainda mais próxima de quem quer continuar aproveitando esse momento tão delicado para continuar se capacitando sem se expor a riscos e aglomerações. 


Depois de aprender as 10 dicas mais importantes para transmitir aos pacientes, mitos que precisam ser derrubados junto às pessoas, mas também as possibilidades que surgiram diante da pandemia, que tal conhecer melhor o ensino da medicina à distância? Aproveite para tirar dúvidas e entender como funciona um curso EaD. Você ainda pode experimentar hoje mesmo fazer uma aula gratuita na Medicine Cursos e amplie seus conhecimentos!