Que aprendizados clínicas e consultórios médicos podem tirar da pandemia?

Que aprendizados clínicas e consultórios médicos podem tirar da pandemia?

julho 15, 2020 0 Por Editor

A pandemia do novo coronavírus pegou o mundo de surpresa no início de 2020 e, de lá para cá, toda a sociedade vem sofrendo impactos sem precedentes. 

Desde o mês de março, quando o Brasil detectou os primeiros casos da Covid-19, doença causada pelo coronavírus, já em estado de transmissão comunitária, nada mais foi o mesmo. Boa parte do país se recolheu às suas casas, a fim de achatar a curva de contágio e conter a disseminação da doença que ainda é tão desconhecida pelos órgãos de saúde.

Por isso, empresas tiveram que se recolher ao trabalho remoto, aulas foram canceladas em todo o país e apenas serviços essenciais continuaram funcionando normalmente – tanto para quem neles trabalha quanto para quem os consome. 

Nesse cenário, as pessoas tiveram dificuldade em se adaptar à nova realidade e o mesmo aconteceu com todo tipo de empresa – incluindo as da área da saúde.

Veja a seguir os impactos da pandemia em várias esferas da sociedade, dos negócios, e o que as clínicas e consultórios médicos podem aprender com essas mudanças. 

O que mudou e ainda vai mudar no comportamento das pessoas em razão da pandemia

O ponto mais marcante da pandemia do coronavírus pelo mundo foi a necessidade de bilhões de pessoas entrarem em isolamento social.

Essa forma de conter o vírus impactou cada setor da sociedade, desde os negócios até atividades do cotidiano das pessoas. Com um grande número de pessoas exclusivamente em casa, o e-commerce foi um setor que disparou em razão da pandemia, por exemplo. No mês de abril, as vendas online aumentaram 81%, de acordo com o relatório Compre&Confie.

Esse pode ser considerado um impacto mais positivo, mas as mudanças da pandemia não são tão simples assim, infelizmente.

Os consumidores brasileiros tiveram que recorrer a delivery, entregas e drive-thru, mas enquanto isso existem uma série de dificuldades e barreiras, tanto para pessoas quanto para empresas.

Em casa, as pessoas se tornam mais ansiosas, tristes e tensas, o que pode inclusive levar a problemas de saúde. Enquanto há quem passou a cozinhar e se alimentar melhor, existem aqueles que comem mal e de forma improvisada. Alguns podem ficar em casa isolados, enquanto outros precisam se arriscar por trabalharem na área da saúde ou em serviços considerados essenciais.

Exercícios físicos, academia e esportes tiveram que ser adaptados ou abandonados, o que também pode impactar na saúde – física e mental – das pessoas. Esses são só alguns exemplos de como a pandemia tem impactado as pessoas. 

Clínicas e profissionais de saúde, além de também terem que conviver com mudanças grandes e superar seus próprios obstáculos, precisam estar atentos a tudo que os pacientes e futuros pacientes estão passando. Só assim será possível aprender e otimizar o trabalho nesse período tão difícil. 

Mudanças no espaço físico: higiene e medidas de segurança

Uma das mudanças mais marcantes causadas pela pandemia, desde seu princípio no Brasil e no mundo, diz respeito a higiene.

A transmissão do coronavírus acontece a partir de fluidos da pessoa contaminada, que entram em contato com vias como a boca, os olhos e o nariz de um indivíduo saudável.

Por isso, as medidas adotadas pelas pessoas mundialmente incluem o uso de máscaras, lavar as mãos com maior cuidado e frequência e higienizar superfícies e objetos que possam ter entrado em contato com o vírus.

Além disso, é claro, boa parte da prevenção do coronavírus está em evitar aglomerações. Dessa forma, espaços públicos e privados com grande concentração de pessoas acendem um alerta e devem ser evitados.

Até aí, nenhuma novidade, mas quais são os aprendizados que as clínicas e consultórios podem tirar das medidas de segurança e higiene?

A resposta é óbvia: mudanças devem ser feitas no espaço físico.

Clínicas e consultórios médicos funcionam em espaços onde circulam pessoas com diferentes perfis e em diferentes condições de saúde. Os pacientes geralmente são recebidos em uma sala de espera, onde dividem o espaço com outras pessoas antes de entrarem para se consultar com o médico. 

A sala de espera de uma clínica médica é onde acontece o primeiro contato físico com o seu paciente. É lá que o seu público é recebido, acolhido e espera pela consulta previamente marcada. Só por isso, o ambiente já mostra sua importância na relação médico x paciente. Agora imagine como a pandemia muda essa relação, pensando nas práticas de higiene e medidas de segurança contra o contágio.

É imprescindível que os gestores de clínicas e consultórios saibam organizar a sala de espera corretamente. Atualmente, essa necessidade é ainda maior visto que é preciso oferecer segurança aos pacientes.

O aprendizado das clínicas e consultórios nesse caso devem ser: estar por dentro de todas as recomendações dos órgãos de saúde e sanitários sobre o contágio do coronavírus. Como profissionais de saúde, é ainda mais importante dominar essas práticas e conseguir oferecer a tranquilidade a segurança que seu paciente precisa.

Respeitar a lotação máxima e a distância entre pacientes é essencial, assim como acompanhar as regras da sua cidade sobre o uso de máscaras e, claro, evidenciar que as práticas de segurança são seguidas, como a higienização de mãos e superfícies com álcool gel, por exemplo. 

Como as pequenas empresas são afetadas pela pandemia

Não dá para citar aprendizados e impactos da pandemia sem falar das pequenas e médias empresas.

Negócios menores, de todos os segmentos, sofreram o impacto do isolamento logo de cara. O cenário foi desafiador para empresas que não podem continuar abertas, como lojas, bares e restaurantes. Muitos, inclusive, precisaram demitir equipes ou até mesmo fechar de vez. 

Isso acontece porque empresas menores não costumam ter finanças equilibradas a ponto de sobreviver apenas com o que já têm no caixa. 

Um erro comum dos profissionais de saúde é justamente não encarar suas clínicas ou consultórios como empresas de verdade. 

Obviamente, a pandemia do coronavírus é um acontecimento como nunca visto e que, em pouco tempo, resultou em grandes estragos para as empresas pelo mundo. Ainda assim, é importante ficar o aprendizado de que, no cotidiano das clínicas e consultórios, acontecimentos externos e mais variados podem causar problemas que levam um negócio a fracassar. 

Por isso, é imprescindível falar em planejamento e a diferença que um bom plano faz no dia a dia dos negócios. Continue lendo para entender não só o que mudou em razão da pandemia, mas também como as empresas como clínicas e consultórios podem aprender e se preparar melhor para imprevistos.

Mudanças na gestão causadas pela pandemia

A gestão de clínicas e consultórios médicos, como a de qualquer empresa, também precisa ser adaptada à nova realidade imposta pela pandemia.

No caso das clínicas e consultórios, como falamos no item anterior, é importante se lembrar que se tratam de negócios e que requerem boas práticas de gestão. Principalmente para superar dificuldades como a pandemia. 

Tendências e desafios da telemedicina e medicina à distância

O trabalho da medicina, naturalmente ligado ao contato físico, ao toque e à observação e acompanhamento diretamente com os pacientes, também precisou passar por mudanças por causa da pandemia. 

Por sor mudou drasticamente com a possibilidade até mesmo de fazer consultas virtuais – por telemedicina. Muito do que parecia inimaginável virou a nova realidade, mas também existem alguns pontos que surgiram no momento atual, mas sim ganharam força.

Atualmente, por causa da pandemia da Covid-19. É difícil falar em pontos positivos que a pandemia global trouxe, mas nesse cenário, uma alternativa surgiu para manter médicos e pacientes conectados: a telemedicina. 

Ainda que o conceito já existisse há anos, e a medicina já fosse praticada em alguns campos à distância, como na educação, a regulamentação da telemedicina no Brasil é muito recente e também um impacto da pandemia.

Somente no mês de março, o uso da telemedicina foi autorizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em caráter excepcional devido a progressão da pandemia de Covid-19 no Brasil. Desde março, então, o CMF reconhece a possibilidade do uso da teleorientação, encaminhamento de pacientes em isolamento, telemonitoramento e teleinterconsulta.

O que já existia, no caso da telemedicina, foi amplificado durante a pandemia, devidamente regulamentado e surgiram novas oportunidades. Na prática da medicina à distância, o que aconteceu foi que tecnologia provocou e continua provocando mudanças imensas, como já acontece em praticamente todos os segmentos da sociedade. Nos negócios, empresas dos mais variados setores tiveram sua rotina transformada e otimizada por uma série de ferramentas tecnológicas. E na medicina isso não é diferente.

Aceitação da telemedicina pelos pacientes brasileiros

Por mais que a telemedicina tenha várias vantagens óbvias e seja uma boa alternativa durante a pandemia, ainda pode existir receio por parte dos profissionais de clínicas e consultórios médicos.

Afinal, por ter sido regulamentada há pouco tempo, será que existe resistência por parte dos pacientes? As pessoas estão preparadas para serem tratadas à distância?

A boa notícia é que sim, o brasileiro já assimila bem o conceito da telemedicina e considera essa modalidade como uma alternativa para a pandemia e, melhor ainda: para o futuro. 

Uma pesquisa realizada pelo Opinion Box mostra que a aceitação dos brasileiros é favorável à telemedicina, principalmente em razão da pandemia do coronavírus. Quando questionados sobre a prática da telemedicina, 62% afirmaram que confiam na telemedicina para acompanhar exames de rotina, por exemplo. 58% também confiam no uso da telemedicina para monitorar

pacientes com sintomas leves de qualquer doença e 52% confiam especificamente para sintomas leves de COVID-19.

A pesquisa ainda mostra uma boa perspectiva para a medicina à distância mesmo após o período de pandemia. 43% dos entrevistados acreditam que, após a pandemia, a telemedicina será mais utilizada do que era antes. 26% pensam que vai ser igual e outros 31% dos entrevistados acham que ela será menos utilizada que atualmente.

Educação na pandemia e estudo de medicina à distância

A telemedicina é um conceito aplicado não apenas a prática de consultas médicas ou à prescrição de receitas digitalmente. O campo da telemedicina é bastante amplo e engloba, inclusive, o ensino da medicina à distância. 

A medicina à distância, na modalidade de educação à distância (EaD), já conquistou milhões de adeptos no Brasil antes mesmo do isolamento social. Agora, o EaD é ainda mais recomendado e impulsionado para profissionais e estudantes.

Além de poder atender pacientes e até prescrever tratamentos online online, os médicos e estudantes da área já podiam, até mesmo antes do isolamento, estudar e continuar se capacitando pela internet.

Agora, como parte dos aprendizados da pandemia do coronavírus, o EaD vira uma oportunidade ainda mais próxima de quem quer continuar aproveitando esse momento tão delicado para continuar se capacitando sem se expor a riscos e aglomerações. 

O ensino a distância (EaD) é uma forma de educação que tem se tornado cada vez mais popular, na qual os alunos aprendem sem estar presencialmente em uma sala de aula. Em vez disso, a educação atualmente acontece via internet, de modo que a universidade ou instituição acadêmica forneça aos discentes os materiais necessários para seu aprendizado de forma digital.

O conteúdo dos cursos de medicina, mesmo à distância, é produzido por especialistas e transmitido diretamente ao aluno ou acessado por meio de uma plataforma na internet. Desse modo, ao invés de comparecer a aulas e palestras na sede de uma instituição de ensino, os alunos estudam quando e onde for mais cômodo, sem precisar gastar tempo com deslocamentos, e contando com o auxílio de várias ferramentas, que normalmente incluem módulos online em vídeos e material de apoio para leitura, suporte por telefone ou chat e salas de aula virtuais, além de fóruns.

Enquanto alguns cursos de ensino a distância são híbridos – o que significa que existem reuniões presenciais em intervalos definidos, outros são 100% feitos via internet. Por exemplo, a Medicine Cursos é uma instituição que oferece a possibilidade de estudar medicina online e que disponibiliza a seus alunos um certificado da atualização realizada.

Depois de aprender sobre o impacto, mas também as possibilidades que surgiram diante da pandemia, que tal conhecer melhor o ensino da medicina à distância? Aproveite para tirar dúvidas e entender como funciona um curso EaD. Você ainda pode experimentar hoje mesmo fazer uma aula gratuita na Medicine Cursos e amplie seus conhecimentos!